Desafio da Natureza Urbana 2021 - Brasília/RIDE - Agradecimento e algumas reflexões

Primeira observação do projeto

Philomycus flexuolaris (a confirmar)

Observado por @marianagouveia

31/04/2021 às 01:37






Caros,


mesmo nas condições atuais de restrições sanitárias, a contribuição de Brasília e RIDE no CNC 2021 foi um grande sucesso, especialmente pela participação de escoteiros do DF. Uma grata surpresa, tanto em número de observações quanto em identificações de espécies. Ainda assim, quero fazer algumas ponderações com um olho no futuro, afim de refletirmos sobre vários aspectos desta e de outras bioblitzes:


1. Foi ventilada em um grupo whatsapp do qual participo a criação de uma bioblitz brasileira, o que acho potencialmente muito interessante. Pessoalmente, gostaria que ela não venha a ter o caráter competitivo ainda presente nos Desafios da Natureza Urbana, o que faz com que ocorram observações superficiais de seres “ao gosto de todos” (icônicos) ou muito fáceis de serem encontrados, não contribuindo para a “documentação” mais extensa da biodiversidade existente. Claro que muitos apreciam um “ranking” mas, no caso das bioblitzes do iNat, apenas a quantidade de observações me parece muito pouco face à dimensão potencial da ciência cidadã. Explico: se o sistema de pontuação levasse em consideração outros critérios relevantes no processo mais abrangente de preservação da biodiversidade, poderíamos ver resultados mais interessantes na massa de dados coletada em cada localidade. Exemplos de pontuações que me ocorrem agora:

a) Observação de espécies raras ou ameaçadas;

b) Qualidade das fotos em termos de apresentação de caracteres relevantes para a identificação (dorsal, lateral, ventral, folhas frente-e-verso, flores, frutos – em função do organismo observado);

c) Quantidade de observações identificadas pelo próprio observador e confirmadas por curadores ou especialistas;

d) Descrição de interações entre espécies. Ex: lagartas se alimentando de determinada planta, em duas observações “ligadas”, e outras.


2. Considero importante angariar o máximo de apoio de instituições brasileiras (ICMBio, IBAMA, EMBRAPA, IBICT-Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, SBPC-Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, universidades públicas e privadas, ONGs, qualquer uma ou todas). Também creio ser importante descobrir/criar contatos em veículos de comunicação (TVs públicas e privadas, rádios, jornais) afim de, sistemática e periodicamente, difundirmos eventos e espaços de interesse, ações diversas (limpeza de áreas, mutirões para coleta de sementes, replantio de árvores, etc) e apresentação de resultados;


3. Penso que a criação de materiais de apoio (boletins descrevendo espécies em linguagem comum, técnicas de uso das ferramentas iNat, wikis, guias de campo, etc), em Português, seria de muito valor. Também considero importante conseguirmos a participação de professores que podem se tornar uma boa fonte de adesões para o iNat e para as bioblitzes. O iNat, através do seu fórum vem coletando contribuições sobre como os educadores (estadunidenses, neste caso) fazem uso das ferramentas iNat em salas de aula. Seria ótimo se desenvolvessemos ferramentas ajustadas à nossa realidade, não?


Por fim, agradeço a todos que contribuiram com o projeto, tendo aderido ou não, e deixo o convite para continuarem observando a natureza e participando da identificação dos organismos já observados, próprios ou de terceiros. Estou à disposição para auxiliar no que for possível e peço que façam os seus comentários (sugestões, críticas, dúvidas) aqui no projeto afim de mantermos uma memória para os próximos eventos.


Um abraço em todos.


Douglas



Última observação do projeto

Família Crassulaceae (a confirmar)

Observado por @joao_victor_souza

03/05/2021 às 23:19

Publicado por douglas-u-oliveira douglas-u-oliveira, 11 de mayo de 2021

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